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ARQUITETURA COLONIAL

No Brasil, a arquitetura Colonial é a arquitetura realizada no ano de 1500 até aproximadamente o ano de 1830.

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Imagem 01:Travessa Urussunga, antiga rua de Florianópolis – SC
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina, p. 29.

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Imagem 02: Sobrado típico. Faixas de madeira companhadas por perfis de estuque, rebordo perfilado, pseudo-pilastras, sacada inteiriça com ornamentos de ferro forjado, por volta de 1830. Rua Conselheiro Mafra, Florianópolis -SC.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina, p. 145.

Tem como característica as residências construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos. As vias eram traçadas conforme as casas.
Não havia meio-termo, as casas eram urbanas ou rurais. Não eram construídas casas urbanas com determinado recuo e com jardim.

As casas eram construídas de forma uniforme, em certos casos, esta repetição eram de posturas municipais.

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Imagem 03:Parati – RJ – Vista Geral
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 162.

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Imagem 04: Rua antiga com leito de rocha nua. Imagem o5: Rua de casas coloniais de duas braças de largura, atualmente renovadas. Imagem 06: Rua de casas coloniais de 1800, rua João Pinto. Imagem 06: Rua antiga com casas térreas, por volta de 1870, rua Tiradentes. Imagem 07: Detalhe da mesma rua.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.178.

As técnicas construtivas eram primitivas, nas casas mais simples as paredes eram de pau-a-pique, adobe ou taipa de pilão. Nas casas mais importantes era utilizado materiais como a pedra e o barro, tijolos ou pedra e cal.

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Imagem 08: Diamantina – MG – Detalhe da varanda com beiral de cachorros, interceptado por tábua inclinada, formando sanca.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 136.

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Imagem 09: Ouro Preto MG – Casa dos Contos, interior do sobrado.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

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Imagem 10: Tiradentes: Detalhes de fechaduras.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

As coberturas eram em telhados de duas águas, com telhas cerâmicas, onde a água da chuva era escoada para a rua e para os fundos do terreno, ou com o aparecimento de águas furtadas ou camarinhas, porém eram colocados de forma a evitar a necessidade de calhas ou rufos.

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Imagem 11: Casa com rebordo de duas filas de telha e faixas de estuque.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.165.

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Imagem 12: Casa térrea, de duas braças de largura com janela e porta-janela. Rebordo de telhas de canal, faixas nas aberturas de madeira. Abertura de esgoto debaixo da porta. Construção situada na rua Conselheiro Mafra, Florianópolis – SC, 1750.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.136.

Os principais tipos de habitação eram o sobrado, este de dois pavimentos onde seu uso poderia ser residencial, comercial ou misto,com piso de assoalho e a casa térrea chão batido. Os pavimentos térreos dos sobrados, eram ocupados por lojas, ou para acomodação dos escravos e animais.
Outra tipologia deste período eram as chácaras, que ficavam distantes da cidade, e com fácil abastecimento de água, devido rios e nascentes, a cobertura era com quatro águas, existia um alpendre, e eram de dois pavimentos e as quatro fachadas eram recuadas, devido o tamanho do terreno.

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Imagem 13: Casa do Padre Inácio, Cotia – SP.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

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Imagem 14: Fila de casas de três eixos, na Praça Getúlio Vargas – Florianópolis – SC.
Fonte:Construções Antigas em Santa Catarina. p.164.

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Imagem 15: Casa térrea, Florianópolis- SC.
Fonte:Construções Antigas em Santa Catarina. p.164.

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Imagem 16: Parati -RJ- Casários com a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

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Imagem 17: Búzios- Casa de fazenda de frente para o mar.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 164.

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Imagem 18/19: São Roque – SP – Fazenda Santo Antonio, casa grande e capela da antiga fazenda.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 45.

O urbanismo foi caracterizado pela adaptação do traçado das ruas, largos e muralhas, a topografia acidentada do terreno e principalmente a posição de edifícios importantes em pontos estratégicos, como podemos citar conventos e igrejas.

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Imagem 20: Convento de São Francisco, Olinda.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 52.

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Imagem 21: Mosteiro de São Bento – Olinda.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 61.

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Imagem 22: Matriz de Santo Antonio, projeto e esculturas de Aleijadinho – Tiradentes.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 115.

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Imagem 23: Igreja de Nossa Senhora do Rosário – Alcântara.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 25.

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Imagem 24: Vestígios de azulejos remanescentes no átrio da Igreja de Santo Antonio – Iguape.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 90.

Outro fator do urbanismo colonial era a criação de praças junto a edifícios religiosos, como é o caso do Colégio dos Jesuítas no século XVI.
Uma outra característica era a inexistência de passeio público, as ruas eram recobertas com pedras do local. A topografia era vencida com escadas.
O primeiro sistema de captação da água foram os chafarizes, e os aquedutos.

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Imagem 25: Antigo aqueduto, Arcos da Carioca Rio de Janeiro.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 165.

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Imagem 26: Chafariz de São José – Tiradentes.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 132.

Detalhe esquadrias: 128129
Imagem 27/28: Janelas, caixilharias, postigos, muxarabis.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 128/129.

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Imagem 29: Janela da casa térrea colonial, no lado externo a janela guilhotina; no lado interno a janela escura de madeira.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.137.

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Imagem 30: Porta-janela da casa colonial, no lado externo a porta-janela, no lado interno a porta escura de madeira.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.138.

REFÊRENCIAS:

BROSS, Hans. Construções Antigas em Santa Catarina. Florianópolis: ed da UFSC, 2002.

HUE, Jorge. Uma visão da arquitetura colonial no Brasil. Rio de Janeiro: ed Agir, 1999.


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